Querida filha,
Querida filha, parafraseando Jostein Gaarder, a capacidade de nos surpreendermos é a única coisa de que precisamos para nos tornarmos, mais que bons filósofos, boas pessoas. E agora tens que decidir, Sofia: queres ser como uma criança que ainda se não se habituou ao mundo - e por isso mesmo ainda se maravilha com ele? - Ou preferes ser alguém que já se acostumou a tudo e nada mais lhe palpita o coração? Não quero que tu pertenças à categoria dos apáticos e dos indiferentes. Se posso desejar-te algo, é que vivas tua vida plena e intensamente!